‘O lugar mais escuro é embaixo da luz’, de João Saldanha, em São Paulo

O lugar mais escuro é embaixo da luz, de João Saldanha, conta com a participação criativa e dançante de Elton Sacramento, Laura Samy e Maria Alice Poppe. Com título que remete a um antigo provérbio chinês, o espetáculo percorre a cena pelas escolhas e pelo olhar sensível de cada dançarino, por suas proporções, distâncias e atenções tecidas no mover.  Traça uma via de acesso que permite perceber humor e inquietude numa comunicação cênica firmada por informações momentâneas do olhar. Enxergar é sempre uma ação agitada, que nesse campo de atenções torna-se parte de uma consciência física e instintiva, percorrida por anseios, ritmos e hábitos.

Foto: Renato Mangolin

Misturando um confronto sensorial com elementos que não estão necessariamente visíveis aos olhos, O lugar mais escuro é embaixo da luz propõe uma reflexão com vestígios de ações. Trata-se de uma coreografia tecida por cadeias de movimentos compostos por um trio de bailarinos, num espaço cênico com pouca luz – ora escuro, ora sombreado – e com quase nada que sugira imagens, apenas alguns objetos denominados extensores.

“No campo das observações sobre o olhar, consideramos que a consciência do mundo em que vivemos é parte fundamental para as possibilidades a serem apresentadas. Consciência do lugar físico, da geografia que percorremos para comunicar ansiedades, vontades, hábitos, saberes, ideias e tantas outras coisas que compõem a existência. Aqui, enxergar ou ver, são cargas de possibilidades concretas da expressão, de maneira a acender o olhar para um humor trágico”, diz João Saldanha, diretor e coreógrafo do Rio de Janeiro, um dos criadores de destaque da dança contemporânea brasileira.

Foto: Renato Mangolin

As apresentações no Sesc Pinheiros marcam a estreia de O lugar mais escuro é embaixo da luz em São Paulo.

Ficha Técnica – Encenação e direção: João Saldanha. Criação: Elton Sacramento, João Saldanha, Laura Samy e Maria Alice Poppe. Elenco: Elton Sacramento, Laura Samy e Maria Alice Poppe. Trilha incidental: Sacha Amback. Operação de som: Thiago Tafuri. Costureira: Lucia Lima. Objeto Prisma: Custódio. Cocar: Marcela Saldanha. Produção: Corpo Rastreado.

Foto: Renato Mangolin
Onde:
Sesc Pinheiros
Espaço Expositivo (2º andar)
Quando:
3 a 12 de setembro/2019
Terça a quinta-feira às 21h
Quanto:
R$ 25; R$ 12,50; R$ 7,50
Info:

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo (SP), tel. (11) 3095-9400. Estações de metrô: Faria Lima (500m) e Pinheiros (800m).

Capacidade: 90 pessoas.

Duração: 75 minutos.

Classificação etária: 14 anos.

www.sescsp.org.br