Marcus Moreno estreia “Entre Espaço Onde Tudo Existe”

Marcus Moreno, artista da dança de São Paulo, estreia sua primeira criação na linguagem da videodança: Entre Espaço Onde Tudo Existe. A obra traz um corpo imerso num campo de presenças, na busca por evocar memórias em fluxo incessante, conscientes e inconscientes, atravessadas por sensações instantâneas. “É sobre o que antecede o instante, o que existe no entre-espaço: o ar que circunda todas as coisas, a luz, densidades, distâncias, profundezas que despertam sensações, a respiração, o olhar e um desejo de que tudo que está no presente e o que ainda está por vir existam”, comenta Marcus Moreno sobre o que parece não ser possível nomear.

A videdança foi criada a partir de uma imersão com a equipe do projeto, em uma região afastada do espaço urbano, onde a escuta do próprio lugar, as imagens reveladas a cada experimentação com a natureza, foram desenhando as camadas de composição. Dirigido por Pri Magalhães, o trabalho conta com trilha sonora original composta pelo músico Antonio Porto.

A pré-estreia de Entre Espaço Onde Tudo Existe (em 28 de agosto/2021, sábado), será antecedida da roda de conversa Corpo no Audiovisual – Reflexões sobre a produção em videodança, com Eduardo Bonito, Felipe Teixeira e Pri Magalhães, três profissionais com experiências distintas em produção de dança concebida para as telas, muito antes do atual contexto pandêmico.

Este conjunto de ações é parte do projeto Lembrei que Esqueci, contemplado pela 29ª Edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo – Secretaria Municipal de Cultura.

Foto: Junior Cecon

Ficha técnicaConcepção e dança: Marcus Moreno. Direção, fotografia e montagem: Pri Magalhães. Assistência de fotografia: Pauliana Reis. Trilha original: Antônio Porto. Design gráfico e mídias digitais: Juliana Vinagre. Apoio e mídias sociais: Portal MUD. Assessoria de comunicação: Elaine Calux. Coordenação de produção: Cristiane Klein | Dionísio. Produção executiva: Júnior Cecon.

Foto: Pri Magalhães

Sobre o artista e os participantes da roda de conversa:

Marcus Moreno

Mestrando em Artes da Cena pela Unicamp, tem formação em Comunicação das Artes do Corpo, especialização em Técnica Klauss Vianna (PUC-SP), e licenciatura pela Universidade Anhembi Morumbi. Desde 2012, realiza criações solo, em colaboração com artistas convidados, como A Imagem como Ausência (Proac/2013), A Flor da Lua (Residência Casa das Caldeiras/2016), Estudo para o Encontro (Proac/2017) e Instante-já (Fomento à Dança/2019), este último, em parceria com a artista uruguaia Andrea Arobba, indicado ao Prêmio APCA-Dança (Espetáculo/Estreia e Criação de Luz e Espaço cênico de Hernandes de Oliveira). Desde 2016, desenvolve os Encontros Efêmeros, criando trabalhos de improvisação com artistas da cena contemporânea. É programador da Oficina Cultural Oswald de Andrade.

Eduardo Bonito

Artista, produtor e curador, estudou Artes Cênicas e Relações Públicas na Universidade de São Paulo, e Performance na Universidade de Middlesex, Reino Unido. Atualmente, é co-diretor da Bienal de las Artes Del Cuerpo, Imagen y Movimiento de Madrid e do Festival Dança em Foco (Brasil), pesquisador em governança de artes cênicas do projeto europeu Reshape, produtor criativo do coletivo artístico nello!earth (Dinamarca), co-fundador do LABEA – Laboratório de Arte e Ecologia (Espanha) .

Felipe Teixeira

Bailarino e artista visual, integrou a iNSAiO Cia de Arte, dirigida por Claudia Palma, de 2010 a 2016, e integra a Jorge Garcia Cia. de Dança, desde 2017. Como artista visual fundou, com a artista plástica Julia Borst, o Onze: Quatorze, e desde 2014 desenvolve o projeto de videos Arquipélago. Seu video “ostrossauro” participou da Mostra Internacional de Videodança de São Carlos, em 2018, e do Festival Internacional de Videodança Sans Souci, em 2020. EM parceria com Mariana Molinos, é criador do curta Meltdown (2019), selecionado em 2020 pelos festivais Videodança SansSouci, The Lift Off Sessions e Best of Latin America Short Film Festival.

Pri Magalhães

Formada em Comunicação Social, Pedagogia, Artes e Cinema, e pós-graduada em Arte Integrativa, iniciou na dança como intérprete na Cia de Expressões Populares Trivolim, em 2002. É curadora do Festival Satyrianas com o DançaMix desde 2018 e cineasta e coordenadora da Produtora Independente NOME Filmes. Com criações em videodança, foi premiada na Semana Paulista de Curtas, Festival Internacional de Vídeo Arte de Barcelona, MIV Mostra Internacional de Videodança, Festival de Curtas de Almada – Portugal, Festival Videomovimiento – Cinedanza Colômbia, entre outros.

 

Onde:
Plataformas de internet
Quando:
28 de agosto a 23 de setembro/2021
Quanto:
Grátis
Info:

Agenda de apresentações:

28 de agosto/2021, 16h: roda de conversa O Corpo no Audiovisual – Reflexões sobre a produção em videodança, com  Pri Magalhães, Felipe Teixeira e Eduardo Bonito | Mediação: Marcus Moreno.

Com tradução em libras, o encontro, ao vivo, tem transmissão virtual no Zoom, com ingressos gratuitos distribuídos pelo Sympla, em parceria com o Portal MUD – Museu da Dança –  https://www.sympla.com.br/o-corpo-no-audiovisual—reflexoes-sobre-a-producao-em-videodanca__1298152.

Em seguida à roda de conversa, Entre Espaço Onde Tudo Existe será apresentado em pré-estreia.

29 de agosto/2021, 16h: estreia de Entre Espaço Onde Tudo Existe, pelo canal do Youtube do Portal MUD – Museu da Dança: https://www.youtube.com/user/museudadanca

Em setembro, segue em temporadas transmitidas por três espaços parceiros:

1 a 7 de setembro/2021, 20h, Kasulo Espaço de Arte;

Youtube –  https://www.youtube.com/kasuloespa%C3%A7odearte

Facebook – https://www.facebook.com/espacokasulo

8 a 15 de setembro/2021, 20h, Ocupação Artística Canhoba;

Youtube – https://www.youtube.com/channel/UCfITeiFiBzm_MEXUGsRwsjw

16 a 23 de setembro/2021, 20h, Centro de Referência da Dança – CRDSP

Youtube – https://www.youtube.com/CRdancasp