Itaú Cultural realiza evento de dança com 10 espetáculos e atividades na rua

O Itaú Cultural realiza intensa programação de dança neste agosto de 2019, com foco em expressões nascidas a partir de movimentos políticos, estéticos e poéticos que fogem do convencional.

A partir de 15 de agosto serão apresentados 10 espetáculos com artistas que marcam seus trabalhos com esse modo não usual de coreografia, vindos de diferentes influências e lugares do país: de São Paulo, Juliana Moraes e o Grupo Fragmento Urbano; da Bahia, Kety Kim Farafina e Jaqueline Elesbão; do Rio Grande do Norte, Alexandre Américo e a companhia Gira Dança; de Pernambuco, Angelo Madureira, Flávia Pinheiro e Pedro Lacerda e, do Ceará, Katiana Pena e Wellington Gadelha.

No primeiro dia, quinta-feira, 15, e nas sextas-feiras seguintes (16, 23 e 30), o público que aguarda na fila será surpreendido com o grupo Fragmento Urbano e sua intervenção Breaking de Repente. Nesta performance, a companhia, criada em 2009 a partir da inquietude de jovens da periferia da Zona Leste de São Paulo, reproduz gestos e familiaridades da rotina social nos grandes centros – como caminhar, procurar objetos e pegar ônibus –, por meio de danças urbanas como popping e locking. A proposta é quebrar esse cotidiano e ampliar a percepção do público para as relações do dia a dia e para o cenário metropolitano.

Foto: Brunno Martins
Gira Dança em Alguns Outros

A primeira série de espetáculos acontece de 15 a 18 de agosto (quinta-feira a domingo), abrindo com duas noites da companhia Gira Dança, do Rio Grande do Norte, formada por bailarinos com e sem deficiência. Às 20h da quinta-feira, Bando: Dança que Ninguém quer Ver reflete sobre os 15 anos do grupo, marcados, sobretudo, por atitudes persistentes que fazem com que bailarinos e coreógrafos existam enquanto sujeitos que dançam na contemporaneidade. No dia seguinte, mesmo horário, o espetáculo é Alguns Outros (Die Einen, Die Anderen), no qual 14 pessoas experimentam como o corpo pode ser utilizado não só como um produto social e econômico, mas pela sua singularidade e individualidade, apreciando a humanidade, a paixão, a leveza, a poesia e o amor. Este trabalho foi feito em parceria com a companhia alemã da coreógrafa Toula Limnaios, que assina conceito e coreografia, e tem música de Ralf R. Ollertz.

No sábado, também às 20h, o espetáculo é D’Kebrada – Memórias de um Território, com o grupo cearense Corpomudança, uma das ações do Instituto Katiana Pena. No palco, oito bailarinos mostram a dança que nasce na quebrada urbana periférica e que revela as origens que remetem à transferência de famílias do campo para a cidade, fazendo uma viagem às memórias de onde nascem as histórias de cada pessoa.

Foto: Luis Alves
Angelo Madureira em Arco

O final de semana fecha no dia 18 (domingo), às 19h, com a dança popular do pernambucano Angelo Madureira em Arco. Trata-se de uma representação do encontro entre um arco e uma cabaça, o qual gera um som que emana amor, fruto da união do universo masculino com o feminino. O arco é uma ponte que liga dois pontos e a cabaça, fecundada neste encontro, representa o ventre, a energia do feminino. Estes dois universos são ligados pela tensão de um único fio, capaz de produzir uma sonoridade ímpar, que atravessa os corpos em uma vibração que alarga a relação de espaço e tempo.

Linguagens

A segunda semana de apresentações vai do dia 23 ao 25 (sexta-feira a domingo), com espetáculos nos quais a dança é costurada por outras linguagens artísticas.

Foto: Jonas Araújo
Pedro Lacerda

Na sexta-feira, às 21h, o também pernambucano Pedro Lacerda apresenta HUMANO. Inspirado no universo do escritor Caio Fernando Abreu, ele reúne os processos de criação de dois trabalhos. No primeiro, um dragão procura, se arrisca, ensaia, mas não passa disso. O segundo, é um voo para o alto, o crescimento desse ser alado, que aos poucos se reconhece, se escuta, transforma e entende que um passo para trás é também impulso para cima. É uma alma humana dentro de um ser ríspido.

Foto: Brunno Martins
Alexandre Américo

Em Cinzas ao Solo, espetáculo apresentado no sábado, também às 21h, Alexandre Américo usa a linguagem da improvisação em tempo real para fazer uma exposição da dança como vida e como morte. O coreógrafo do Rio Grande do Norte aborda o instante no qual nada mais existe a não ser a própria dança. O público é convidado a participar dessa experiência sensível e genuína, que tem como premissa o ato de se sacrificar pela dança, de morrer e viver pelo que se acredita.

Foto: Luiz Alves
Wellington Gadelha

A programação da semana termina no domingo, às 20h, com o improviso ativista Gente de Lá do cearense Wellington Gadelha. Este projeto, contemplado pelo Rumos Itaú Cultural 2017-2018, mescla dança e artes visuais em uma proposição que permeia o corpo negro-favelado-urbano na arte. Gadelha investiga o conceito do corpo roleta-russa, reflete o impacto da arma de fogo no contexto das periferias urbanas e faz referência ao derramamento de sangue preto, aos conflitos territoriais emergentes e ao extermínio da juventude nas favelas de Fortaleza.

Feminino

Foto: Amanda Pietra
Flavia Pinheiro

Os três últimos dias – 30 de agosto a 1 de setembro, sexta-feira a domingo – da programação leva coreógrafas ao palco. Antílope é o espetáculo que a performer Flavia Pinheiro, de Pernambuco, leva ao palco às 21h da sexta-feira. Ela aborda a miséria da condição humana, que foge e escapa para poder sobreviver, com a representação de um animal fabuloso, em fuga constante, momento no qual se destacam sua musculatura poderosa e seu movimento sublime em alta velocidade. Apesar da beleza, ele segue sempre com medo, mesmo estando em manada.

Foto: Cris Lyra
Juliana Moraes

No sábado, mesmo horário, Juliana Moraes apresenta Eu, Elas. Também do universo contemporâneo, a bailarina e coreógrafa paulista parte de gestos e posturas socialmente aceitos como femininos no ocidente para desconstruir e questionar esses comportamentos aprendidos. O trabalho é focado na identidade de gênero construída em processos complexos de submissão e resistência, apresentados por meio de regras auto impostas que forçam a intérprete a lidar, no tempo presente, com sua própria aceitação e rejeição de comportamentos que ela aprendeu desde a infância.

Foto: Ives Padilha
Jaqueline Elesbão

O feminino também conduz Entrelinhas, espetáculo que a baiana Jaqueline Elesbão apresenta no domingo, às 20h, fechando a série de dança no Itaú Cultural em agosto. Diretora, coreógrafa, intérprete e ativista de questões femininas, étnicas e causas LGBT, ela aborda a temática da violência psicológica, emocional e sexual contra a mulher, estabelecendo um diálogo entre o passado e o presente. A montagem retrata como a voz feminina é silenciada diante da força física, da mentalidade escravocrata e do comportamento machista dominador, mesmo com os avanços alcançados.

Paralelos

Além dos espetáculos, a programação inclui a Arte na Rua, que acontece aos domingos, na calçada do Itaú Cultural, neste período recebe aulas abertas de dança ao público, seguidas de intervenções no espaço público. No dia 11, Morgana Apuama comanda a aula Danças Urbanas e apresenta a intervenção Freestyle Feminino. No dia 18, a Cia Híbrida faz a oficina de Danças Urbanas e a intervenção Escuta! No dia 25, Wellington Campos realiza a oficina Deuses que Dançam e apresenta a Ọ̀wọ̀.

Às segundas-feiras, a pesquisadora Kety Kim Farafina comanda – para participantes previamente inscritos e selecionados – a Imersão Às Danças da Farafina: Uma Viagem ao Sagrado Feminino, com suas vivências no oeste da África.

 

Programação

 

15 de agosto/2019, quinta-feira, 20h

Bando: Dança que Ninguém quer Ver

Com Gira Dança

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Sala Itaú Cultural (Piso Térreo)

Capacidade: 224 lugares

Haverá bate-papo após a apresentação. Interpretação em Libras.

 

15 de agosto/2019, quinta-feira, 18h30

Breaking de Repente

Intervenção na fila com a Cia Fragmento Urbano

Duração: 45 minutos

Classificação Indicativa: livre

Local: Calçada do Itaú Cultural – fila do espetáculo

 

16 de agosto/2019, sexta-feira, 20h

Alguns outros (die einen, die anderen)

Com Gira Dança

Duração: 40 minutos

Classificação Indicativa: Livre

Sala Itaú Cultural (Piso Térreo)

Capacidade: 224 lugares.

Haverá bate-papo após a apresentação. Interpretação em Libras.

 

16 de agosto/2019, sexta-feira, 18h30

Breaking de Repente

Intervenção na fila com a Cia Fragmento Urbano

Duração: 45 minutos

Classificação Indicativa: livre

Local: Calçada do Itaú Cultural – fila do espetáculo

 

17 de agosto/2019, sábado, 20h

D’Kebrada – Memórias de um Território

Com Katiana Pena

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: Livre

Sala Itaú Cultural (Piso Térreo)

Capacidade: 224 lugares

Haverá bate-papo após a apresentação. Interpretação em Libras.

 

18 de agosto/2019, domingo, 19h

Arco

Com Ângelo Madureira

Duração: 50 minutos

Classificação Indicativa: Livre

Sala Itaú Cultural (Piso Térreo)

Capacidade: 224 lugares

Haverá bate-papo após a apresentação

 

23 de agosto/2019, sexta-feira, 21h

HUMANO

Com Pedro Lacerda

Duração: 35 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos

Sala Multiúso (Piso 2)

Capacidade: 70 lugares

Haverá bate-papo após a apresentação

 

23 de agosto/2019, sexta-feira, 19h30

Breaking de Repente

Intervenção na fila com a Cia Fragmento Urbano

Duração: 45 minutos

Classificação Indicativa: livre

Local: Calçada do Itaú Cultural – fila do espetáculo

 

24 de agosto/2019, sábado, 21h

Cinzas ao Solo

Com Alexandre Américo

Duração: 35 minutos

Classificação Indicativa: Livre

Sala Multiúso (Piso 2)

Capacidade: 70 lugares

Haverá bate-papo após a apresentação

 

25 de agosto/2019, domingo, 20h

Gente de Lá

Com Wellington Gadelha

Duração: 50 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Sala Multiúso (Piso 2)

Capacidade: 70 lugares

Haverá bate-papo após a apresentação. Interpretação em Libras.

 

30 de agosto/2019, sexta-feira, 21h

Antílope

Com Flavia Pinheiros

Duração: 35 minutos

Classificação Indicativa: Livre

Sala Multiúso (Piso 2)

Capacidade: 70 lugares

Haverá bate-papo após a apresentação

 

30 de agosto/2019, sexta-feira, 19h30

Breaking de Repente

Intervenção na fila com a Cia Fragmento Urbano

Duração: 45 minutos

Classificação Indicativa: livre

Local: Calçada do Itaú Cultural – fila do espetáculo

 

31 de agosto/2019, sábado, 21h

Eu, Elas

Com Juliana Moraes

Duração: 30 minutos

Classificação Indicativa: 12 anos

Sala Multiúso (Piso 2)

Capacidade: 70 lugares

Haverá bate-papo após a apresentação

 

1 de setembro/2019, domingo, 20h

Entrelinhas

Com Jaque Elesbão

Duração: 35 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos

Sala Multiúso (Piso 2)

Capacidade: 70 lugares

Haverá bate-papo após a apresentação. Interpretação em Libras.

 

ARTE NA RUA

18 de agosto/2019, domingo, 13h

Oficina de Danças Urbanas

Com Cia Hibrida

Duração: 60 minutos. Local: calçada. Classificação Indicativa: livre.

A oficina tem por proposta iniciar a prática das danças urbanas para o público presente na calçada do Itaú Cultural. Com uma hora de duração, o trabalho desenvolve-se a partir de exercícios de aquecimento e alongamento, passos básicos de hip hop dance, sequências técnicas e jogos de integração e assimilação de conteúdos. Todo o material é organizado dentro de uma metodologia que visa o desenvolvimento progressivo e uma participação mais ativa do aluno nos processos de aprendizagem do movimento.

 

18 de agosto/2019, domingo, 14h e 16h

Performance de rua Escuta!

Com Cia Hibrida

Duração: 25 minutos cada intervenção. Local: calçada. Classificação endicativa: livre.

Integrando as estratégias Para Desembrutecer o Olhar, a performance é dividida em duas partes. Na primeira, bailarinos misturados às demais pessoas propõem pausas em grupo, passos isolados, juntos, misturados de modo a trazer um estranhamento ao transeunte, e quem sabe acordar aquele que passa bem ao lado; na segunda, com fones no ouvido e desplugados de qualquer aparelho, eles oferecem aos transeuntes a possibilidade de um contato, que se dá através da extremidade do fone. Trocas verbais e não verbais estabelecem uma comunicação que se dá de corpo para corpo. Concepção e direção geral: Renato Cruz.

 

25 de agosto/2019, domingo, 13h

Oficina Deuses que Dançam

Com Wellington Campos

Duração: 60 minutos. Local: calçada. Classificação Indicativa: livre.

É uma vivência em dança brasileira contemporânea, tendo como base as sagradas danças dos orixás dos Candomblés do Brasil. Ao escolher como eixo fundamental o diálogo com a dança, a música composta pela orquestra do candomblé, os tambores Hum (maior), Humpi (médio), Lé (pequeno), Gã (campana de metal), o canto e a mitologia yorubá, o projeto Deuses que dançam reafirma todo um universo simbólico que está na base de nossa identidade afro brasileira.

 

25 de agosto/2019, domingo, 14h e 16h

Ọ̀wọ̀

Com Wellington Campos

Duração: 20 minutos. Local: calçada. Classificação indicativa: livre.

Òwò, que nos terreiros de candomblé significa respeito, é uma noção considerada como uma das principais virtudes a ser buscada pelos os filhos de santo, na perspectiva yorùbá. Seguindo o caminho, cumprindo preceito, salvando o respeito e mantendo o Axé, o Núcleo Coletivo 22 pede Ọ̀wọ̀, essa performance que traz para rua matrizes e elementos estéticos próprios da cultura do candomblé.

 

OS CONVIDADOS

Alexandre Américo é pesquisador, bailarino, coreógrafo formado em Licenciatura em Dança e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas, ambas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atuou nas companhias Parafolclórico da UFRN, Gaya Dança Contemporânea, Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, Cruor Arte Contemporânea, Balé da Cidade de Natal e Cia Gira Dança, a qual integra atualmente. Na academia, desenvolveu uma pesquisa em Projeto de Iniciação Científica voltada para os estudos expressivo-emocionais na Dança Pós-Moderna.

Ângelo Madureira é membro da família Madureira de artistas de Recife, iniciou sua formação em dança com três anos. Foi solista do Balé Popular da capital pernambucana e em 1995 assumiu a direção e a coreografia da companhia. Em 1997, ingressou no Grupo XPTO, em São Paulo, atuando como intérprete e coreógrafo de diversas peças. Com Ana Catarina Vieira aprofundou seus conhecimentos de balé clássico, criou e dirigiu mais de 30 obras e receberam prêmios APCA 2003 e 2007, além de inúmeros incentivos. Em 2014, tornou-se Bacharel em Comunicação das Artes do Corpo (PUC – SP). É gestor do espaço Base Arte, em São Paulo.

Cia Fragmento Urbano nasceu em 2009 da inquietude de jovens da periferia da Zona Leste de São Paulo que tinham em comum a criação de espetáculos a partir da linguagem das danças urbanas (hip hop) para intervenção na cidade. Compreendendo a dança como um campo de pesquisa amplo e profundo, atualmente se concentram na investigação de uma corporeidade periférica, afro-diaspórica, ameríndia, plural e potente. Têm em seu histórico as montagens: Breaking de Repente, Dança por Correio, Duoelo, Relações Possíveis e Encruzilhada, e um espetáculo para caixa preta Chão que me Cabe (em parceria com o NUCCA).

CorpoMudança é uma das atividades realizadas pelo Instituto Katiana Pena, fundado pela coreógrafa que dá nome à instituição. Criado em 2007, é formado atualmente por 9 bailarinos, a companhia surgiu em, criado por Katiana Pena. Traz no currículo os espetáculos Sonhos (2007), Terra e Água (2008), Favela (2009), La Qualité (2010), 3 Peles (2012), Flash Dance – A dança continua (2013), Camille Claudel (2015), Travessia (2016), A Rua é NOIZ (2017) e D’Kebrada – Memórias de um Território (2019).

Flavia Pinheiro vive e trabalha em Recife. Fez mestrado em História da Arte na Universidad de San Martin (UNSAM), na Argentina, e é pós-graduada em Arte Visuais-Linguagens Artísticos Combinados no IUNA e graduada em Artes Cénicas na UFPE. Pesquisa o corpo em movimento em relação a diferentes dispositivos. Trabalha em perfomances, vídeos, instalações e intervenções urbanas, em colaboração com artistas de diferentes linguagens. Pratica e explora diferentes maneiras de se movimentar: dança contemporânea, ioga, artes marciais; incluindo improvisação e técnica.

Gira Dança é uma companhia de dança contemporânea formada por bailarinos com e sem deficiência e que se propõe a ampliar o universo da dança através de uma linguagem própria, voltada para o conceito do corpo como ferramenta de experiências. Sediada em Natal/RN desde 2005, foi fundada pelos bailarinos Anderson Leão e Roberto Morais, e teve sua estréia nacional na Mostra Arte, Diversidade e Inclusão Sócio-cultural, realizada no Rio de Janeiro, em maio de 2005. Desde então, tem levado a todo o Brasil um trabalho que rompe preconceitos, limites pré-estabelecidos e cria novas possibilidades dentro da dança contemporânea.

Jaqueline Elesbão é diretora, coreógrafa e intérprete, mãe, negra, bailarina, drag king, produtora e ativista das questões femininas, étnicas e causas LGBT. Tem mais de 17 anos de trajetória com grupos de teatro, dança, cias, projetos e montagens coreográficas nacionais e internacionais, atuando em performance, teatro, dança, dublagem e cinema. Idealizou e fundou em 2011 o Coletivo Ponto Art, do qual é diretora artística. Com o Coletivo, assina o roteiro e a direção da websérie Voz sem Medo, direção, coreografia e interpretação do espetáculo solo Entrelinhas e a curadoria da Revista Digital Ponto. A partir de Entrelinhas, vem desenvolvendo a pesquisa sobre a resiliência do corpo-história da mulher negra.

Juliana Moraes é bailarina, coreógrafa e professora do Departamento de Artes Corporais da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com especialização e mestrado pelo Trinity Laban Conservatoire for Movement and Dance, de Londres, revalidado pela ECA-USP. De 2005 a 2018, foi professora de performance no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, além de professora convidada da Accademia Teatro Dimitri, em Verscio, na Suíça italiana. Ganhou o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), a Bolsa Vitae de Artes, o Rumos Itaú de Obras Coreográficas e Cultura Inglesa Festival. Frequentemente se engaja em projetos colaborativos com músicos, atores e performers.

Kety Kim Farafina é baiana do bairro do Curuzu. Pesquisadora de danças e ritmos africanos desde 2007, já realizou trabalhos com mestres internacionais de renome na dança tradicional do oeste da África, como Alsenir Soumah, Youssef Kombassa, Ifono Mohamed e Djanko Camara. Em 2011, realizou uma expedição, por conta própria, para dois países da África ocidental: Senegal e Guiné Conacri. Durante um ano pôde aprofundar seus aprendizados e viver na prática os ritmos que estuda. A experiência fez, ainda, com que ela trouxesse o Coupé Décalé (ritmo contemporâneo) na bagagem e se transformasse em sua embaixadora no Brasil, com o projeto Coupé Décale Brasil.

Pedro Lacerda é intérprete/criador da Qualquer Um dos 2 Companhia de Dança Cia de Dança desde 2013 e Cia Sesc de Dança de Petrolina desde 2012. Graduado em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF (2017). Criada em 2007, nasceu do desejo de formar uma Cia que trabalhasse em uma perspectiva profissional com sustentabilidade. Formou um elenco com artistas do sexo masculino com a proposta de pesquisar um corpo sensível, tecendo experiências estéticas que desvelam o humano. Assim, encontrando nas questões afetivas e existenciais possibilidades para suas investigações corpóreas. 

Wellington Gadelha é ativista e dançarino, que explora variadas conexões entre os materiais (sons, músicas, objetos, ações, espaço, tempo, iluminação etc.). A proposta é trazer à tona, entre matrizes de movimentos e improvisação, a emergência como dispositivo dramatúrgico.

Onde:
Itaú Cultural
Quando:
15 de agosto a 1 de setembro/2019
Espetáculos: de 15 a 18; 23 a 25; 30 e 31 de agosto e 1 de setembro
Arte na Rua: todos os domingos, a partir das 13h
Quanto:
Grátis
Info:

Avenida Paulista, 149, São Paulo (sp), tel. (11) 2168-1776/1777. Estação de metrô: Brigadeiro

Acesso para pessoas com deficiência. Ar condicionado.

Distribuição de ingressos:

Público preferencial: 1 hora antes do espetáculo (com direito a um acompanhante). Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa).

Estacionamento: entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108.

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:

3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.