Henrique Lima apresenta ‘O Último Dia’ no Teatro Alfredo Mesquita (SP).

Em O Último Dia, o bailarino Henrique Lima explora seu corpo e se entrega ao desafio de construir um outro em si. Utilizando-se dos recursos da máscara e do improviso, o espetáculo questiona os limites e os padrões de movimentos de um bailarino envelhecido. Numa fusão de corpos reais e inventados, o personagem vive cada dia como se fosse o último.

“O Último Dia não é sobre o fim ou a morte, mas uma reflexão sobre como viver cada dia como se fosse o último”, diz Henrique Lima. A partir dessa ideia, o trabalho também levanta à questão da aceitação da velhice, época que traz novas limitações e conscientizações sobre o próprio corpo.

Foto: Silvia Machado

Estabelecendo um paralelo entre o processo de envelhecimento humano e a maturidade artística, no solo O Último Dia, Henrique utiliza uma máscara realista de um homem ancião e usa toda a técnica construída ao longo de sua carreira para encontrar no personagem do homem ancião um refúgio – algo que o levou para outros universos.

“Pela improvisação busca-se o movimento sincero, preciso, consciente e profundo, não banalizado, o que permite a conexão com o público”, afirma Henrique, que tem na improvisação um traço essencial de sua dança.

Sob inspiração da estética beckettiana, os espaços cenográficos, a iluminação, o figurino e trilha sonora são minimalistas e sombrios. Não são meros elementos representativos da dramaturgia, mas um espaço onde os objetos cênicos transformam-se em performativos, podendo ser ativados pelo bailarino-performer.

A cenografia foi desenvolvida a partir de objetos criados com papelão, tendo como referência o universo dos livros pop-up.

O solo O Último Dia ganhou o Prêmio Denilto Gomes de 2015, na categoria Criação Solo.

Ficha técnica de O Último Dia – Direção e interpretação: Henrique Lima. Cenografia: Leo Ceolin. Figurino: Juliana Andrade. Iluminação: Rossana Boccia. Produção executiva: Guilherme Funari. Direção de produção: Cau Fonseca / Mítica!. O projeto foi realizado com apoio do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo.

Foto: Divulgação

Sobre Henrique Lima: 

Nasceu em Recife (PE), onde iniciou seus estudos de dança em 1991. Fez parte de importantes companhias do cenário nacional e internacional como Balé Popular do Recife, Compassos Cia de Dança, Vias da Dança, Cisne Negro Cia de Dança, Balé da Cidade De São Paulo, Quasar Cia De Dança, Jorge Garcia Companhia de Dança, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo (Lisboa), Grua – Gentlemen de Rua, Omstrab, Pultz Teatro coreográfico, entre outras.

Trabalhou com importantes coreógrafos da cena contemporânea: Henrique Rodovalho, Rui Moreira, André Mesquita, Mario Nascimento, Jorge Garcia, Patrick Delcroix, Itzik Galili, Nina Botkay. Na África, participou de um processo artístico que somava as danças populares africanas à dança contemporânea e à percussão. Como coreógrafo e diretor artístico atuou na Companhia de Bailado de Ourinhos, Balé da Cidade de São Paulo (No Toque), Vias da Dança-PE (Só Pó), Jorge Garcia Cia. de Dança (Cantinho De Nóis) e Cisne Negro (Vem Dançar).

Em 2015 foi contemplado pelo edital ProAC de circulação com o solo O Último Dia’, que lhe rendeu o Prêmio Denilto Gomes no mesmo ano. Em 2016 criou em parceria com Diogo Granato o espetáculo Graxa, indicado ao prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como melhor espetáculo de dança em 2017. No Brasil e na França ministrou aulas de capoeira na dança contemporânea. Além de trabalhos com artistas independentes, apresentou-se nas principais capitais do Brasil e em países como Alemanha, França, Portugal, Paris, Espanha, África, Chile, Peru, Argentina, Bolívia, entre outros.

Onde:
Teatro Alfredo Mesquita
Quando:
19 e 26 de julho e 2 de agosto/2019
Sextas-feiras às 21h
Quanto:
Grátis
Info:

Av. Santos Dumont, 1.770, Santana, São Paulo (SP), tel. (11) 2221-3657.

Capacidade: 198 lugares.

Estacionamento: 50 vagas.