Flow Literário: festival celebra a literatura em suas mais variadas manifestações, inclusive dança

A dança tem espaço no FLOW Literário – Festival de Literatura e Artes que proporciona, durante cinco dias, mais de 20 atrações gratuitas on-line, as quais celebram a literatura em suas mais variadas manifestações.

Os conteúdos oferecem oficinas, espetáculos literomusicais, contação de histórias, peças teatrais, performance, arte urbana, videodanças e curtas metragens. Tudo dividido por faixas etárias: as atrações das 11h são destinadas à programação infanto-juvenil; das 18h às 21h30, a programação é voltada ao público jovem e adulto. O formato mescla vídeos pré-gravados, com exibições de espetáculos inéditos e não-inéditos, além de oficinas ao vivo.

Valorizando uma linguagem inclusiva, democrática e plural, o FLOW Literário terá tradução em libras e audiodescrição.

Cortinas abertas com acessibilidade

Dando o tom do Flow, o mestre de cerimônias Ailton Guedes, ator, contador de histórias e arte-educador, será o fio condutor das atrações, apresentando espetáculos, artistas e autores e comentando processos. Entre os destaques da programação está um monólogo de Ailton, A Pena de Wilde, inspirado na vida e obra de Oscar Wilde. O festival contará ainda com as peças Trem das 11, adaptação de Lucas Sancho para a obra de Tércia Montenegro, e Só Se Fechar os Olhos, teatro narrado pelo coletivo Desvio Padrão, chamando atenção para a questão da acessibilidade: a apresentação é um convite para o espectador fechar os olhos literalmente e apreciar a dança a partir da narração, dos sons e da música, criando suas próprias imagens. Com texto de Edgar Jacques, ator e dramaturgo cego, a montagem oferece uma inversão da lógica da audiodescrição.

Audiovisual – cinema e dança

O curta-metragem inédito Dom Casmurro, da Quarentena Filmes, utiliza a linguagem toy movie na livre adaptação da obra de Machado de Assis que estreia no festival. Os espetáculos de videodança Homo Sacer (Homo Sacro), de Camila Soares, elaborado a partir do conceito de sacralização do corpo apresentado por Giorgio Agamben, Carta de Clarice para Janaina, de Rita Cavassana, poema videográfico inspirado em Água Viva, de Clarice Lispector, e Instruções para Chorar, de Cynthia Domenico, baseado em um conto de Julio Cortázar, também integram a programação.

Música pra ler 

Inspirado no poeta Manoel de Barros, Moreno Overá mostra o inédito show A Diversidade dos Sertões em Poucas Canções. O espetáculo 37 Graus reúne as poetas Anna Zêpa e Eveline Sin e os músicos Fernanda Broggi, Meno Del Picchia e Zé Nigro em um espetáculo literomusical poético e sonoro. Em Acordes Sonâmbulos, Joel Costa Mar estreia canções compostas a partir do mergulho nas obras de Mia Couto e Guimarães Rosa. Com Metamor, outra estreia do festival, Leo Bianchini, do coletivo 5 A Seco, propõe transformar em canções, poemas de autores como Paulo Leminski. Gaspar Z África se apresenta com o DJ Tano, num convite a resgatar a cultura brasileira por meio do rap e da história do rei Zumbi dos Palmares. E encerrando o evento, Freestyle Cotidiano, performance de Luz Ribeiro e Carol Dall Farra, contempladas pela chamada pública para rappers feita pelo festival, narram a vida da mulher preta periférica por um conceito de súbitos poéticos, onde, em um canovaccio (improviso), performam com trilha musical.

Deslocamentos poéticos

Em Deriva Poética – microrroteiros urbanos, proposta pensada exclusivamente para o Flow Literário, a poeta e artista de arte urbana Laura Guimarães mostrará alguns de seus trabalhos em prédios, muros e outros espaços da cidade. Sangria é um show-lírico que mistura poesia, performance e música. Acompanhada por uma percussionista e uma baixista, a poeta Luiza Romão revisita a história brasileira desde uma perspectiva feminista, discutindo questões como colonialismo, cultura do estupro e resistência das mulheres. A performance Tituba e eu, de Fernanda Machado, inspirada no romance de Marise Condé, Eu, Tituba, bruxa negra de Salém, é um convite a discutir o processo de escravidão e os pilares do capitalismo que aprisionam o corpo da mulher e queimam os que fogem às regras de ordem.

Uni.verso Infantojuvenil

Caldeirões Poéticos será um encontro com a proposta de criar pequenos poemas coletivos a partir de leituras afetivas realizadas pela artista e educadora Rubia Konstantyni – a atividade não é exclusiva para crianças: todo mundo pode participar. A programação infantil conta ainda com a narração de histórias seguida de atividade lúdica TV Zazu Amor de Bruxa, da escritora Nadine Trzmielina, o teatro de objetos Dom Quixote, o cavaleiro sonhador, adaptação de Kelly Orasi da obra clássica de Miguel de Cervantes e o espetáculo musical infantil Em busca do Snark Invisível, inspirado no poema A Caça ao Snark, do escritor inglês Lewis Carroll.

Sobre o FLOW Literário – Festival de Literatura e Artes: é uma iniciativa da MUDA PRÁTICAS (www.mudapraticas.com.br), viabilizado com recursos por meio do Edital Proac expresso Lab nº 40/2020, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, realizado pelo Governo do Estado de São Paulo e Secretaria Especial da Cultura do Governo Federal.

 

Onde:
Transmissões on-line
Quando:
17 a 21 de março de 2021
Quanto:
Grátis
Info:

FLOW Literário – Festival de Literatura e Artes

17 a 21 de março de 2021

Gratuito

Classificação livre

11h: programação para todas as idades (idade sugerida: a partir de 3 anos)

18h às 21h30: programação para jovens e adultos

Acesso à programação completa e canais de veiculação do evento: https://www.mudapraticas.com.br/flowliterario