Cristina Moura apresenta ‘Ägô’ em São Paulo, no Sesc Consolação

O que se passa no mundo hoje enquanto um corpo se move ou dança? Com uma linguagem cênica, física e contemporânea, Ägô, da coreógrafa e intérprete carioca Cristina Moura, busca responder a essa questão por meio de linguagens, símbolos, pensadores e criadores da cultura negra. A performance é um trabalho em construção. Nele, Cristina Moura convida alguns artistas e pensadores para se debruçarem sobre os temas de Ägô e sobre seu desenvolvimento, num jogo que envolve performer, plateia e convidados, em compartilhamento cênico e investigativo.

A obra utiliza extratos de textos de Achille Mbembe, Maya Angelou, Anna Miranda, Grada Kilomba, Wislawa Szymborska, Angela Davis, Franz Fanon, Edna St. Vicent Milley, Marcelo Yuka, Pedro Rocha e Bell Hooks para construir uma dramaturgia que reflete sobre questões da atualidade, em especial do povo negro, por meio das inquietações, memórias e vivências da coreógrafa e intérprete Cristina Moura.

Foto: Renato Mangolin

“Em Ägô volto a um trabalho solo no qual experimento meu corpo dançante e maduro, em um jogo de risco e experimentação coreográfica. Em tempos acelerados e de imensas mudanças em nosso modo de pensar, viver e se organizar, meu impulso como criadora é o de compartilhar inquietações. Ägô evoca a memória e a imaginação de um corpo brasileiro, feminino, dançante, negro. Um corpo de uma criadora contemporânea que se debruça sobre questões do nosso tempo”, explica Cristina que, além de intérprete, é criadora e diretora da obra.

Agô, nas religiões afro-brasileiras significa pedir licença ou permissão. Em outros momentos, traduz perdão e proteção pelo que se está fazendo. A palavra é de origem iorubá, idioma da família linguística nígero-congolesa.

Ficha Técnica – Direção e interpretação Cristina Moura. Músicas: Bruno Balthazar. Vídeos: Lucas Canavarro. Cenografia: Julia Deccache. Iluminação: Dalton Camargos. Assistente de direção: Danilo Rosa. Designer: Radiográfico. Produção: Ciranda de 3 Trupe/Dadá Maia.

Convidados: Barbara Nunes (26/11); Allyson Amaral (2/12); Beatriz Sayad (03/12); Fernando Timba (09/12); Joyce Prado (10/12); Sara Antunes (16/12).

Foto: Renato Mangolin

Cristina Moura é coreógrafa, intérprete e diretora de teatro e dança. Entre 1996 e 2003 viveu na Europa e integrou o Les Ballets C de La B, de Alain Platel, e a Cia. Mudances de Angels Marguerit. Em 2003 criou o solo Like an Idiot, apresentado em diversos países da Europa, América Latina, além de Estados Unidos, Canadá e Brasil. Em 2009 dirigiu A mulher que matou os peixes…e outros bichos, premiada peça teatral infanto-juvenil, baseada em textos de Clarice Lispector. Também foi colaboradora do diretor teatral Enrique Diaz em Ensaio.Hamlet e Gaivota e, em 2010, codirigiu OTRO, do Coletivo Improviso. Em 2012 criou, dirigiu e atuou, junto com Volmir Cordeiro, no duo Peça Coração, a partir de texto de Rainer Müller. Assinou, em 2013, a direção de Philodendrus, uma conferência imaginária, obra de teatro-dança para seis atores, na qual também atuou. No ano de 2014 estreou Retratos, solo com Carolina Cony, inspirado na obra de Cindy Shermann. Dois anos depois foi codiretora na montagem teatral BISPO, de João Miguel, sobre o artista Arthur Bispo do Rosário e, no mesmo ano, dirigiu a peça Nu de Botas, adaptação de texto homônimo de Antonio Prata, grande sucesso de público e crítica. Em 2018, ao lado do ator e diretor Danilo Grangheia, trabalhou como colaboradora do espetáculo A Última Peça. Atualmente, Cristina Moura vive no Rio de Janeiro.

Onde:
Sesc Consolação
Espaço Beta (3º andar)
Quando:
25 de novembro/2019 a 16 de dezembro/2019
Segundas e terças às 20h
Quanto:
R$9; R$ 15; R$ 30
Info:

Rua Doutor Vila Nova, 245, São Paulo (SP), tel. (11) 3234-3000.

sescsp.org.br

Duração: 60 minutos.

Classificação etária: 14 anos.