Coletivo Menos 1Invisível apresenta ‘Zona’, sua nova criação, em três espaços culturais de São Paulo

Zona é nova criação do coletivo Menos 1Invisível, que desde 2012 realiza trabalhos em torno do conceito do  “invisível”, integrando dança e artes visuais em diferente suportes e dispositivos.

A estreia do espetáculo, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, da início a uma temporada que prossegue no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRDSP) e Complexo Cultural Funarte.

Foto: Arô Ribeiro

Criação colaborativa, contornada por uma reflexão social e política sobre tempo, identidade e território, Zona acontece num espaço distribuído em ilhas, onde materialidades se dispõem, se acoplam e se dissolvem.

As figuras do náufrago e do imigrante como exercício do deslocamento e do atravessamento de fronteiras – cada vez mais definidas e impedidas – surgem como divisas essenciais para revelar o espectro de forças sobre adaptar, ceder e resistir em situações contingentes.

“Durante um ano, colecionamos materiais e restos de estruturas descartados em caçambas e pontos de entulhos e, a partir dessas partes destacadas de uma totalidade, cada artista criou seu território”, expõe Cléia Plácido, integrante do coletivo e coordenadora geral do projeto intitulado Naufrágios, contemplado pela 25ª edição do Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo, que ainda prevê ações como workshops e JAMs.

Foto: Arô Ribeiro

As obras de Sergio Garval também serviram de motor para a pesquisa de criação, performance e encenação: “As pinturas do artista mexicano nos instiga a pensar sobre a soberania física diante de um esgotamento moral e uma distopia, a aliança entre precariedade e ironia como dispositivos de insistência para viver. Assim, buscamos encontrar, na relação com o espaço, o tempo e as coisas, uma perspectiva que não seja ‘a partir do corpo’ e sim ‘com ele’, sendo atravessado e atravessando, sendo furado, pressionado, encostado, mexido e movido”, comenta Luisa Coser, responsável pela direção artística.

A trajetória e o ritmo dão tom sobre uma corporeidade que não se fixa. Ao dispor espaço e matéria como organismos infiltrantes que balançam, entortam e envergam segundo a ação, a perspectiva e as forças que atravessam, a matéria-corpo forja vínculos que dão a ver essa fabulação, incorporando as materialidades sem agregar-lhes funcionalidade.

Neste ambiente de instabilidades, onde o corpo em constante deslocamento desorganiza o espaço e provoca novos arranjos e adaptações, o público também pode circular e atravessar escolhendo distâncias e intensidades, propondo uma relação assimétrica imposta pelo percurso.

Foto: Arô Ribeiro

Ficha Técnica – Coordenação geral: Cléia Plácido | Direção artística: Luisa Coser | Performance e criação: Cléia Plácido, Rafael Carrion, Rafael Markhez e Patricia Pina Cruz | Colaboração na dramaturgia: Wellington Duarte | Desenho de luz: Hernandes Oliveira | Ambiente sonoro: Pedro Pagnuzzi | Figurino e cenário: Juliana Pfeifer | Fotografia: Arô Ribeiro | Produção: Radar Cultural Gestão e Projetos – Solange Borelli.

Onde:
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRDSP)
Complexo Cultural Funarte
Quando:
4 a 29 de setembro/2019
Quanto:
Grátis
Info:

Agenda de apresentações 

4 a 7 e 11 a 14 de setembro/2019 – quartas, quintas e sextas-feiras às 20h; sábados às 18h: Oficina Cultural Oswald de Andrade, rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo/SP, tel. (11) 3222-2662, estação de metrô Tiradentes.

20 e 21 de setembro/2019 – sexta e sábado às 20h: Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRDSP), Baixos do Viaduto do Chá, s/nº, ao lado do Theatro do Municipal, São Paulo/SP, tel. (11) 3214-3249, estações de metrô Anhangabaú e República.

26 a 29 de setembro/2019 – quinta a sábado às 20h, domingo às 19h: Complexo Cultural Funarte, Sala Arquimedes Ribeiro: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo/SP, tel. (11) 3662-5177, estações de metrô Marechal Deodoro e Santa Cecília.

 

Duração: 60 minutos.

Classificação etária: 16 anos.