Babi Fontana apresenta ‘Aquilo que Foge’ no Sesc Pinheiros (SP)

Na dança-instalação Aquilo que Foge, Babi Fontana se debruça sobre as memórias de sua avó, a também artista Maria do Carmo Bauer, que perdeu a fala nos últimos anos de vida em consequência de uma lesão cerebral, e sobre a obra Não eu, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett. O trabalho conta com a colaboração da bailarina e coreógrafa carioca Dani Lima. Paisagem sonora, desenho de luz, live sonora e dramaturgia também foram criados em colaboração com outros artistas.

Foto: Renato Mangolin

Babi Fontana é artista da dança e trabalha em diálogo com diversas linguagens. Em 2018, exibiu Outras Derivas (documentário sobre produção de arte contemporânea no interior de São Paulo), no festival de cinema latino-americano de São Paulo. Em 2019, estreou e fez temporadas com a dança-instalação Aquilo que foge no Rio de Janeiro, em São Paulo e no interior paulista.

Para compor a performance, que conta com mais de 80 vozes, Babi reproduz áudios de WhatsApp em alto-falantes analógicos ligados a uma live sonora. Quando os alto-falantes desligam, Babi emite a paisagem sonora com seu próprio corpo, ligado a aparelhos portáteis de reprodução de som.

Aquilo que foge é uma coleção de vozes, um inventário de vozes de vários idiomas. Uma coleção de biografias sonoras povoadas por paisagens audiovisuais. A ideia é experimentar o discurso e o não-discurso através de diferentes linguagens, movimentos, sons e gestos.  Experimentar a ideia do eu como construção narrativa. É sobre o falar e o não-falar”,  diz Babi Fontana.

Foto: Renato Mangolin

Ficha técnica

Criação e dança: Babi Fontana. Colaboração artística: Dani Lima e Emílio Fontana Filho. Colaboração na dramaturgia: Victor Costa. Paisagem sonora: Dallanoras. Desenho de luz: Laura Salerno. Colaboração na instalação sonora e operação som: Andreson Kaltner. Direção de produção: Aline Grisa | Bufa Produções. Produção: Minotauro Produções.

Foto: Renato Mangolin

Sobre Babi Fontana

Coreógrafa, bailarina e pesquisadora. Nos últimos anos desenvolveu trabalhos na fronteira entre a dança, o cinema e as artes visuais. É mestranda em Artes da Cena pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e pós-graduada na Faculdade de Dança Angel Vianna, do Rio de Janeiro. Em 2019 apresentou sua performance Colisões na Fábrica de Arte Cubana, em Havana, e recebeu em 2018 o Prêmio Proac de Produção de Espetáculo Inédito e Temporada de Dança. Colaborou com os artistas Dani Lima, Cristian Duarte, Marcio Abreu, Denise Stutz, Alex Cassal, Fernando Belfiore, Esther Arribas e Anne Leigniel. Além de cidades do Brasil e em Cuba, já apresentou seus trabalhos em Londres e Berlim.

Sobre Maria do Carmo Bauer (1928-2010)

Na década de 1950 se formou na EAD (Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo). Foi uma das fundadoras do Pequeno Teatro Popular, primeiro curso livre de teatro da cidade de São Paulo, onde passou a trabalhar de modo pioneiro com preparação vocal para artes da cena. Ganhou prêmios como atriz e trabalhou como preparadora vocal de diversos espetáculos de teatro, como Macunaíma e Eduardo III, de Antunes Filho. Nos anos 1970 cursou fonoaudiologia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e por mais de dez anos lecionou interpretação vocal na Escola de Comunicação e Artes (ECA-USP).

Foto: Renato Mangolin
Onde:
Sesc Pinheiros
Sala de oficinas, 2º andar
Quando:
28 a 30 de janeiro/2020
Terça a quinta às 20h30
Quanto:
Grátis
Info:

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo (SP). Estações de metrô: Faria Lima e Pinheiros.

30 lugares. Duração: 50 minutos.

Retirada dos ingressos: 1h antes da apresentação.