A série ‘Dança Menor’, do Centro Cultural São Paulo, apresenta criações de Elton Sacramento (RJ), grupo Entretantas (PR) e Alejandro Ahmed (SC)

A terceira série do programa Dança Menor, do Centro Cultural São Paulo, sob curadoria de Sônia Sobral, apresenta três criações: Cachaça sem Rótulo, do grupo Entretantas de Curitiba; SÓlidão, de Elton Sacramento, do Rio de Janeiro  e  Z, de Alejandro Ahmed, de Florianópolis.

O programa dança menor convida artistas cujos trabalhos buscam formas não convencionais de fazer dança, para revelar múltiplas maneiras de ser.

São corpos que, através da dança, questionam o previsível para tentar colocar o público diante de realidades ignoradas.

Programação:

Foto: Divulgação

SÓlidão – Elton Sacramento

28 e 29 de novembro/2019 (quinta e sexta-feira) às 21h

A obra propõe atravessamentos e questionamentos tradicionais e contemporâneos referentes à existência do corpo negro. Aborda questões como a solidão do corpo negro, o corpo negro nas artes, na dança contemporânea e sobretudo as reverberações ocasionadas pelo racismo.

O objetivo do trabalho é estudar o impacto da solidão do corpo negro na contemporaneidade promovendo, artisticamente, uma relação de debate.

Sobre Elton Sacramento:   

Intérprete-criador, bailarino, coreógrafo, pesquisador, preparador corporal, diretor de movimento, professor de dança contemporânea, arte-educador e ator.

É graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela UNISUAM (Centro Universitário Augusto Motta, RJ, 2009). É pós-graduando em Preparação Corporal nas Artes Cênicas pela Escola Angel Vianna.  Como intérprete-criador, bailarino e coreógrafo, foi convidado para se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 2018, na celebração Liberdade é a Nossa Riqueza!, oferecida ao rei da Nigéria Ooni de Ifé.  Foi indicado como melhor bailarino pelo Prêmio de Dança Cesgranrio 2018. Foi intérprete-criador convidado do Festival Internacional Dança Contemporânea, Dança em Trânsito en 2017, com as obras Portátil e Segredo.  Teve passagens nas companhias de dança: João Saldanha Cia de Dança, Cia Étnica de Dança/Carmen Luz, Clanm Cia Dança/Fábio Batista, Laso Cia de Dança/Carlos Laerte, Renato Vieira Cia de Dança  e  Marcia Milhazes Companhia de Dança.

Ficha Técnica – Idealização, concepção, direção artística, dramaturgia, coreografia, intérprete-criador, conceito textual, pesquisa musical e direção de produção: Elton Sacramento. Registro fotográfico: Elton Sacramento. Assistente de direção, assistente de produção e operador de luz: Roberto Silva. Figurino: Robson Rastrelli. Edição de trilha sonora: Thays Rodrigues.

Duração: 40 minutos. Classificação etária: livre.

 

Foto: Dayana Luiza

Cachaça sem rótulo – Cia. Entretantas Conexão em Dança

28 e 29/11 (quinta e sexta-feira) às 21h50

Cachaça sem rótulo é uma reflexão estética e política bem-humorada sobre o contexto cultural curitibano e brasileiro para os produtores de arte.

O trabalho dá continuidade à pesquisa do coletivo Entretantas Conexão em Dança, que se caracteriza por problematizar a relação entre público e obra, de maneira aberta e corajosa. Em tom ácido e irreverente, mostra a dificuldade dos artistas em se exporem diante do público. Público, artistas e convidados são levados a negociar possibilidades e desejos construindo juntos a dramaturgia da cena.

Cachaça sem rótulo escancara a falência das condições para se produzir dança e arte no Brasil. Não pretende solucionar nada, mas problematizar os modos de fazer, trocar e viver dança.

Sobre a Cia. Entretantas Conexão em Dança:

É uma conexão de artistas, que aproximam-se para produzir e discutir arte em seus diferenciados contextos e mídias. Desde 2007, entre projetos particulares e coletivos, investe no fazer/pensar dança como resultado da criação compartilhada e também no diálogo entre diferentes áreas artísticas. Nessa perspectiva, a Entretantas atua na cidade de Curitiba, com dança, pensando em diferentes formas de produzí-la e corroborar com artistas locais e nacionais.

A Entretantas Conexão em Dança é cofundada pelos artistas integrantes: Gladis Tridapalli, Mábile Borsatto, Ronie Rodrigues, Ludmila Veloso, Candice Didonet, Raquel Bombiere, Erica Mityko e Jessica Sato.

Ficha Técnica – Realização: Entretantas Conexão em Dança Produção. Criação e Performance: Gladis Tridapalli e Ronie Rodrigues. Colaboração: Leonardo Taques, Pedro Almeida, Julianne Auffinger, Mabile Borsatto, Elenize Dezgeniski, Cinthia Kunifas, Raquel Bombiere, Jessica Sato, Daniella Nery, Priscila de Morais, Mariana Barreto, Marina Santo, Nayara Bernardes, Gabriela d´angelis e Clarissa Oliveira. Criação de luz: Erica Mityko. Consultoria musical: Fabrício Amaral Consultoria. Figurino: Luciana Navarro e Amabilis de Jesus. Design gráfico: Talita Dalmann. Operação de luz: Erika Mitiko. Projeto fotográfico: Luana Navarro. Assessoria de imprensa: Fernando de Proença.

Duração: 50 minutos. Classificação etária: 16 anos.

 

Foto: Cristiano Prim

Z – Alejandro Ahmed

30/11 (sábado) às 21h

01/12 (domingo) às 20h

Z é uma obra músico-coreográfica desenvolvida na imbricação entre corpo, composição generativa e coreografia. Em Z a coimplicação entre o som e o mover propõe a construção de um espaço que se constitui como um ecossistema. Dança e música são sobrepostas e moduladas no corpo. Z propõe o som como um acionamento sinestésico de movimento. O corpo se retroalimenta da interdependência com o ambiente que constitui e em que é constituído. Uma peça formulada como labirinto melódico, cinético e ritual guiado por uma guitarra – ao mesmo passo instrumento, objeto, corpo estendido, signo – que evoca voz, respiração, forma e palavra sem memória como uma incorporação de alteridade.

Sobre Alejandro Ahmed: 

Coreógrafo, diretor artístico, e bailarino do Grupo Cena 11 Cia. de Dança. Seu trabalho como coreógrafo surgiu de forma autodidata, respondendo à necessidade de integrar a maneira como pensava o mundo e a dança que experimentava. Junto ao Cena 11  promoveu o desenvolvimento de uma técnica voltada para os limites do corpo e as possibilidades que este propõe para a transformação do corpo do outro, sendo este “outro” um espectador e/ou um cúmplice da ação a que o corpo é submetido. Esta técnica foi nomeada de “percepção física” e é um dos pontos que estrutura seu trabalho. As investigações atuais estão situadas em novas definições para o conceito de coreografia. Termos como situação coreográfica, coreografia imaterial e dança generativa nomeiam os campos de interesse aos quais Alejandro objetiva atualmente seus procedimentos junto ao Grupo Cena 11 e como performer. As suas novas proposições teórico-práticas estabelecem a tríade correlacional EMERGÊNCIA-COERÊNCIA-RITUAL como guia de suas ações.

Ficha Técnica – Criação, direção e performance: Alejandro Ahmed.

Direção compartilhada e ensaios: Mariana Romagnani. Iluminação, direção de montagem e interlocução para som: Hedra Rockenbach. Produção e interlocução para figurino: Karin Serafin. Produção: Núcleo Corpo Rastreado.

Duração: 60 minutos. Classificação etária: Livre.

Onde:
Centro Cultural São Paulo
Espaço Cênico Adhemar Guerra
Quando:
28 de novembro a 1º de dezembro/2019
Quanto:
Grátis
Info:

Rua Vergueiro, 1.000, Paraíso, São Paulo (SP), tel. (11) 3397-4002. Estação de metrô: Vergueiro.

Ingressos gratuitos começam a ser distribuídos 2h antes da apresentação.