Inventores do novo mundo: dança em tempos de pandemia

Por Néri Pedroso*

“Daqui do privilégio de quem ainda tem corpo pra perguntar: de que forma dançar num país que queima e é morto por dentro?” A indagação do coreógrafo Alejandro Ahmed aparece no teaser de “Futuro Fantasma”, live recém apresentada pelo célebre Grupo Cena 11 Cia de Dança que, desde 1995, projeta a dança contemporânea de Santa Catarina na cena nacional e internacional. Na esteira de sua pergunta, no fim de 2020, é possível levantar outras interrogações ao olhar o mapa da dança de Florianópolis sobre quais as ações criadas no drama do isolamento social imposto pela pandemia. O que estão fazendo os artistas e pensadores da dança? O que e como abordam a arte do movimento sem a presença do outro? O que move o tempo presente?

Parado ninguém está. “O setor está vivo e produzindo de um jeito muito legal”, diz Paloma Bianchi, artista da dança, pesquisadora e professora que integra o Coletivo Mapas e Hipertextos e o projeto Corpo, Tempo e Movimento. Como performer, dramaturgista e interlocutora de processos de criação, além do doutorado em dança na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), ela observa o cenário com atenção.

A dança agora em espaços privados, sobretudo a casa, se dá no embate de enormes dificuldades pela sobrevivência. Já sob os impactos do desmantelamento do Ministério da Cultura e dos mecanismos fomentadores, o setor e os trabalhadores da cultura são um dos mais afetados pela covid-19 que determina até hoje o fechamento de equipamentos culturais e o fim de manifestações artísticas com público. Vida sem teatro, sem cinema, sem exposições, sem encontros, sem shows. O banimento do presencial associa-se à contenção do corpo que não está mais livre, precisa manter-se isolado e enquadrar o contato humano em outras normativas. Nada de abraços, de beijos, de dança ao vivo.

Foto: Divulgação
"Corpo em Risco", imersão do bailarino Rubens Oliveira

As ações mais recentes no cenário da dança em Santa Catarina se situam neste amargo contexto e na busca de recursos com editais criados à luz do trágico acontecimento. Para obter os recursos emergenciais, projetos são criados algumas vezes às pressas. Outros conquistados em 2019, sofrem adaptações profundas entre o idealizado e o possível a ser feito no não presencial. Como ajustar a gênese da ideia proposta à atual realidade? Em busca de novas possibilidades, a dança alcança ressonâncias em direções distintas.

Em vez de viajar como planejado, os promotores da recente Semana Dança na Escola SC, Rodolfo Lorandi e Maria Claudia Reginato, vencedores do Edital Elisabete Anderle de Cultura 2019, apostaram inteiramente no virtual, o que ampliou o número de participantes das mesorregiões do Oeste, Norte, Serra, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Sul. O encontro para discutir as relações envolvidas no ambiente de convívio e construção de conhecimento do ensino da dança aproximou 14 instituições e entidades, 21 convidados, entre artistas e professores representativos de cinco cidades de quatro Estados brasileiros. Com os recursos do edital, não seria possível agregar um grupo tão substancial de pensadores da dança. As lives diárias da ação de formação-continuada em um formato de residência artístico-pedagógica agregaram reflexões de pessoas do Amapá, Amazonas, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Piauí, Paraná, São Paulo – todos atentos depoentes, compartilhando experiências e emoções. A programação, em abordagem transdisciplinar, aproximou a dança e a escola, as práticas da dança contemporânea, da dança de salão, do teatro, das danças de contato improvisação, da dança e da escrita, da improvisação. Além disso, um eixo de reflexões sobre temas robustos e necessários como a inclusão, a diversidade, o racismo, a sexualidade, o corpo e a prevenção socioemocional. No ensino e na vida, a dança incorpora o reflexo dos movimentos do mundo.

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“Ocupação Mágica 2”, uma série de quatro apresentações que agora na 6ª Semana da Dança da UFSC inspira uma imersão artística chamada “Co-Incidências”

A mudança do formato – do presencial para o on-line – incorpora o desafio de viver de outro modo o que são vivências, mesa-redonda, leitura e discussão, oficinas e roda de conversa. Ao fim, a evidência da intensa troca de conhecimento e sujeitos identificados no torpor pandêmico e seus impactos no ensino, na experiência da invisibilidade da dança na gestão escolar, nas dificuldades enfrentadas como professores de uma área mal conduzida como real possibilidade de construção de cidadania, na gratidão pelo ineditismo da oportunidade para pensar a dança na escola. Os realizadores, por sua vez, ultrapassaram a restrita geografia catarinense para alcançar uma abrangência nacional, com volume expressivo de convidados e inscritos. O projeto segue agora com a convicção da análise de Oberdan Piantino, artista e professor em Curitiba (PR), especializado em dança, educação e cultura: “A Semana traduz a dança como encontro com a diferença, queremos uma dança e uma escola diferentes, somos uma força, não estamos sozinhos”.

Foto: Divulgação
Paloma Bianchi e Diana Gilardenghi atuam como performers no experimento “Duplas Superfícies”

Outra imersão

Saindo desta Semana, muitos entram daqui a pouco em outra, igualmente importante. Totalmente em formato digital, a 6ª Semana da Dança UFSC, entre 16 e 22 de novembro, propõe espetáculos, imersões artísticas, oficinas e debates para ampliar a percepção sobre o corpo que dança e documenta a contemporaneidade. “Algumas questões, reflexões e desejos nos moveram na escolha de obras e artistas. Buscamos realizar algo com diferentes focos na produção, na maneira de se fazer e de se pensar a dança. Os temas surgem desta diversidade”, explicam Débora Zamarioli e Vera Torres, responsáveis pela curadoria e organização do evento.  A agenda, portanto, engloba a diversidade de corpos, os contextos, a experiência social, artística e cultural brasileira.

Vasta oferta, muita expectativa, com inscrições logo esgotadas. No conjunto da agenda, substância. A representatividade de Santa Catarina é expressiva, a começar pela imersão artística “Co-Incidências: Onde os Encontros são Possíveis”, que aproxima as pesquisadoras Diana Gilardenghi, Hedra Rockenbach e Paloma Bianchi. Elas investigam outras possibilidades e modos de dança que emergem quando o corpo se dispõe a habitar o entorno. Karina Collaço compartilha seu processo em “Mover”, oficina que pesquisa a construção de uma dança autônoma. Alê Gutierrez faz a aula teórico-prática “Introdução às Danças Espanholas”. Também está prevista a apresentação da videodança “Eco”, da performer Karin Serafin, reinterpretada em uma investigação cinematográfica lançada pelo grupo de pesquisa em Artes, Cinema e Tecnologia (PACT UFSC).

De outros eixos geográficos, tem a imersão artística “Corpo em Risco”, conduzida pelo bailarino Rubens Oliveira, que busca uma criação coreográfica a partir de narrativas do cotidiano, da quebra da reatividade do movimento e condicionamento do corpo em favor da construção de novas poéticas. O universo do Vogue e da Cultura Ballroom entra como uma vivência proposta pelo projeto House of Sorceress, com Izhy Sorceress, Will Sorceress e All Sorceress. Marina Abib traz o ritmo e movimento das danças tradicionais brasileiras. Para quem gosta de teoria, há “Processos de Subjetivação na Dança Moderna e Pós-Moderna”, curso da bailarina Marta Soares que também apresenta o espetáculo “Vestígios”.

Denise Stutz mostra o solo “Só”. A Cia Fragmento Urbano participa com “Encruzilhada” e o documentário “Encruzilhada: As Marcas de um Processo”. De Uganda, Oscar Ssenyonga apresenta a performance “Dictatorship Democracy” que trata sobre a situação política do país.  “O bailarino, ativista social e educador ugandense dialoga sobre a sua trajetória na dança contemporânea e nas danças tradicionais africanas, e sobre os desafios de trabalhar com populações marginalizadas em seu país, tais como deficientes, albinos e a comunidade LGBTQIA+, proibida por lei de exercer sua sexualidade e identidade”, informam as organizadoras. Realizada com recursos do Elisabete Anderle 2019 pela Secretaria de Cultura e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), a 6ª Semana tem o apoio da TV UFSC e parceria de conteúdo com o projeto Midiateca da Dança.

Foto: Dayane Ros
Semana Dança na Escola SC ofereceu oficinas, vivências, roda de conversa, grupo de estudo e leitura e muita discussão

Memória e pesquisa

A Midiateca de Dança, criada em 2019, entra na 6ª Semana. Singular e importante, o site reúne o acervo digital das pesquisadoras Jussara Xavier, Sandra Meyer e Vera Torres, nomes basilares da dança contemporânea de Santa Catarina que também aparecem no ensino e nas iniciativas Tubo de Ensaio, Café com Dança, Conexão Sul, Festival Internacional Múltipla Dança, entre outras. “O projeto nasceu da necessidade de organizar, ampliar e disponibilizar o acervo de dança relativo ao contexto de Santa Catarina, construído por mais de duas décadas por nós três. Uma questão direciona a proposta: como um corpo-arquivo pode ser um dispositivo de ação e pensamento em dança hoje?”, indaga Sandra. Por sua envergadura, a Midiateca conquistou o Elisabete Anderle 2020 que permitirá novos desdobramentos com as memórias e relatos de artistas, pesquisadores e professores que atuaram ou atuam no Estado. O site passará a disponibilizar depoimentos em vídeo com as experiências, formações artísticas e pedagógicas desses profissionais.

No campo da criação, o Grupo Cena 11 Cia de Dança recentemente abriu o 5º Experimenta Pandêmico, uma plataforma específica de ações culturais e integrante das comemorações dos 60 anos da UFSC. Virtualmente ofereceu produções audiovisuais, oficinas, exposições, espetáculos teatrais, apresentações ao vivo e performances. A live “Futuro Fantasma” situa-se no tempo presente do Cena 11. “É a manifestação prática do desvio de temporalidades nas quais estamos imersos como coletivos bioculturais. Projeto que publica a materialização artística e as ferramentas temporárias e ancestrais, do modo de existir em estado de homeostase, adaptação, mistura, assimetria, coerência, incerteza e risco. É movimento contínuo multidirecional a integrar ações de texto, áudio, vídeo, arquivos, temporalidades e espacialidades através dos corpos que tornam acessíveis a manifestação e o atravessamento da vida das coisas no acontecer do movimento”, esclarece a sinopse da criação, coreografia e performance de Adélia Aurora, Alejandro Ahmed, Aline Blasius, Bianca Vieira, Hedra Rockenbach, João Peralta, Karin Serafin, Kitty Katt, Luana Leite, Malu Rabelo, Marcos Klann e Natascha Zacheo.

Foto: Néri Pedroso
Sandra Meyer, uma das intérpretes de Dança Coral, uma das ações do projeto Corpo, Tempo e Movimento que na pandemia ganhou discussões de aprofundamento

Avanços nas experimentações

Do mesmo modo, ainda mergulhado em incertezas, em julho surgiu na cena o trabalho de Diana Diana Gilardenghi, professora, artista e bailarina que cria em suas aulas uma pesquisa que resulta em “Duplas Superfícies”, criação coletiva sobre o virtual e o espaço doméstico. O resultado motiva outras concepções experimentais produzidas no isolamento, à distância pelas artistas Diana Gilardenghi, Hedra Rockenbach e Paloma Bianchi, e se revelam melhor refinados sob o viés artístico. A série de quatro propostas “Ocupação Mágica” sobrepõe realidades, usa câmeras de filmagem, um aplicativo de conferência remota e um software de streaming e de edição em tempo real. “Com essas ferramentas tecnológicas, dois ambientes distintos e distantes coincidem e se sobrepõem para criar um terceiro espaço, que recobra existência apenas na virtualidade; é nele que os encontros e as coincidências acontecem”, explicam as artistas que assinam conjuntamente a concepção; Diana e Paloma atuam como performers e Hedra faz captação ao vivo, edição de vídeo e assina a trilha sonora. A análise da série insinua uma dança melancólica que se estrutura em imagens poéticas que não conseguem conter os dentes cerrados, as tensões, o medo, a angústia civilizatória.

Foto: Divulgação
“Ocupação Mágica 3”, dança orgânica que se potencializa com a sensibilidade de Hedra Rockenbach

Recursos e ações emergenciais

O projeto “Ocupação Mágica”, a exemplo de outros, também foi realizado com apoio do #SCulturaEmSuaCasa, da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). O edital distribuiu R$ 4 milhões para produzir apresentações com transmissão on-line e disponibilizar produtos artísticos ou culturais no formato digital, veiculados em sites, canais, plataformas ou redes sociais. O processo seletivo ficou aberto até o esgotamento total de recursos e acolheu projetos de nove campos artísticos, além da dança. Para gerar renda, retomar a cadeia econômica produtiva e ofertar programação cultural à população, o edital em boa hora foi viabilizado pela Assembleia Legislativa (Alesc) e o Governo do Estado de Santa Catarina, com recursos de transferências orçamentárias e financeiras.

O mesmo auxílio também permitiu um mergulho na memória do projeto Corpo, Tempo e Movimento, realizado em 2014 em seis ações de dança em espaços públicos e em locais de circulação de Florianópolis. Acompanhadas de conversas, a exibição dos vídeos “Linhamar”, “O Que É Estar Aqui?” e “Dança Coral”, além da oficina “Desconfina”, ampliou a análise sobre um dos projetos mais emblemáticos da recente história da dança de Santa Catarina em que duas intérpretes e pesquisadoras, após 40 anos de trabalho, se encontram para entrelaçar a trajetória pessoal, o contexto social e o passado da dança em favor de novas e inusitadas composições.

Foto: Bruno Ropelato
Karina Collaço faz a oficina "Mover", na qual compartilha sua pesquisa em busca da construção de uma dança autônoma

Retomada do Múltipla Dança

Por sua vez, as diretoras do Festival Internacional Múltipla Dança, Jussara Xavier e Marta Cesar, celebram a conquista de dois editais Elisabete Anderle. O de 2019, concretiza o e-book, a ser lançado em março de 2021. O livro reúne textos de 18 artistas e pesquisadores que analisam a iniciativa criada em 2006 como seminário e que se desdobrou ao longo de dez edições com a oferta de espetáculos, oficinas, palestras, diálogos, mostra de videodança, conferências, ensaios abertos, exercícios de escrita crítica e performances.  Por sua importância, está no calendário de Florianópolis e do Sul do Brasil como um dos mais importantes festivais de dança. O Elisabete Anderle 2020 assegurará uma nova edição do Múltipla Dança, interrompido em 2017 por falta de recursos. Feliz, a equipe já delibera em reuniões de planejamento.

Fora do âmbito de Florianópolis, não se pode deixar de mencionar, a importância que assume o curso de licenciatura em dança da Universidade Regional de Blumenau (Furb), o primeiro de Santa Catarina que está no sétimo semestre voltado à formação da profissão de professor e bailarino, por meio de estudos teóricos e práticos. O currículo aposta na constituição de um professor-artista-pesquisador apto a assumir o papel de agente da transformação sociocultural por meio da dança. A iniciativa de uma instituição pública de Blumenau, coordenada pelo professor Marco Aurelio da Cruz Souza, é festejada com reflexos no mercado de trabalho, pela contratação de professores e na participação de alunos nas ações aqui mencionadas. A iniciativa da Furb se potencializa no rastro de uma luta de mais de dez anos pela criação de um curso de graduação em instituição pública.

Sobre o 38º Festival de Dança de Joinville é preciso anotar como inédita a suspensão da realização desde a sua criação, em 1983. Fora dessa esfera competitiva, uma carreira gestada na mesma cidade chama a atenção por um pensamento crítico. Audaz, a artista e pesquisadora Letícia Souza vem cutucando o que se faz de dança em Joinville e em Santa Catarina. Na defesa da importância dos registros e da documentação, ela conduziu o projeto Como dançar em Santa Catarina? também com recursos do Elisabete Anderle 2019. “Busco olhar de maneira crítica o que já se faz, bem como pensar em estratégias de seguir produzindo, criando, percebendo e acolhendo a pluralidade da dança no Estado”, explica ela que contemplou as cidades de Jaraguá do Sul, Blumenau, Florianópolis, Criciúma, Lages e Chapecó. No total, realizou 24 encontros on-line segmentados nos temas dança e educação, dança e políticas públicas, dança e produção/gestão, dança e criação. Os relatos colhidos, os registros escritos e vídeos estão disponíveis no site do projeto (veja abaixo, no serviço).

Luta e resistência

Se o governo do Estado foi ágil em busca de recursos e na aplicação da Lei Aldir Blanc, que dispõe sobre ações emergenciais destinadas ao setor cultural a serem adotadas durante o estado de calamidade pública, o município de Florianópolis patina, ignora, não age, atrasado nos prazos de execução que se encerram no dia 31 de dezembro de 2020. Com a luta e a articulação dos setoriais do Conselho de Política Cultural de Florianópolis, os trabalhadores pressionam para permitir que o recurso emergencial chegue aos trabalhadores com um edital transparente que impeça a devolução do auxílio. A superintendente da Fundação Cultural Florianópolis Franklin Cascaes, Andrea Vieira, lançou o edital no último dia 6, cujas falhas rudimentares provocaram um pedido de impugnação do Conselho Municipal de Política Cultural de Florianópolis.

Resistência e luta têm caracterizado esse Conselho que se compõe de 15 áreas, entre elas, o Setorial de Dança. Ele desponta por sua articulação permanente e precisa. Junto ao Conselho e aos representantes dos demais setoriais, os trabalhadores da cultura atuam desde a obtenção de cestas básicas no começo da pandemia, fiscalizam, reivindicam e ajustam políticas públicas, orientam para ações concretas no emergencial e, neste momento, promovem debates com os candidatos. Enfim, além da criação, os embates e a luta por visibilidade e respeito.

Se o país queima e está morto por dentro, segundo Alejandro Ahmed, inegável a resiliência dos artistas. Embora com mais perguntas do que respostas, eles demonstram vitalidade, agarram as chances sustentadas pelos R$ 3 bilhões distribuídos nacionalmente pela Lei Aldir Blanc. “Há uma multiplicidade gigante de trabalhos que só não aconteciam porque não havia vontade pública. A pandemia e as leis emergenciais revelam a falta de vontade pública e o quanto o Brasil é capaz de produzir arte e cultura”, afirma Paloma Bianchi.

A pesquisadora Sandra Meyer, por sua vez, sinaliza: “Não seremos mais os mesmos, assim espero. Estamos vivenciando transformações não desejadas, até mesmo impensadas, impulsionadas pela pandemia, e isto tem alterado nossa corporeidade. É preciso ultrapassar a ideia de somente substituir o que fazíamos presencialmente em dança para um modo remoto, pois faz-se urgente (re) inventar novas relações entre os corpos e suas danças. A pandemia nos fez perceber questões sociais, éticas, ecológicas muito complexas, para além da contaminação virótica, e que necessitam de um novo olhar, proveniente da arte. E isto já está acontecendo com artistas inventores de mundo”.

Serviço:

Semana da Dança UFSC

Quando: 16 a 22/112020

Onde: https://youtube.com/channel/UC_saUQRmuwTsG-1M3woC0-w

Mídias: @semanadadancaufsc

 

Sites:

www.semanadadancaufsc.com

https://midiatecadedanca.com

www.comodancaremsc.com.br

Ocupação Mágica 1

https://youtu.be/1qbacGP66SM

Ocupação Mágica 2

https://youtu.be/tkCjEoM3-RE

Ocupação Mágica 3

https://youtu.be/ed0wb9rIxvg

Ocupação Mágica 4

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